sábado, 4 de janeiro de 2014


"O que eu desejo para o novo ano é suavidade. E um bocado de alegria. E desejo também perdão: a mim mesma que sou passível de erros, mas que não preciso e não devo viver mergulhada na culpa. Desejo também carinho: uma alma acariciada fica doce, desvendada, amorosa. 

Desejo coragem, porque o medo paralisa e impede a melodia nova e é preciso arriscar para continuar (re)criando harmonias. Desejo muita inspiração, porque as palavras sempre me fizeram a companhia mais maciça para a solidão genuína que sinto. E foram elas que consertaram muitas dores ao longo da minha caminhada, coisas que só pude curar investigando, compartilhando, tendo aqui meus cinco dedos de prosa com vocês. 

Desejo um pouco de disciplina, pois um ser criativo precisa de rebeldia, mas também de horários e planejamentos. Desejo desapego pelas pessoas, mas um pouco mais de ambição material porque ninguém sobrevive apenas de metafísica. Desejo maturidade. Quando se tem maturidade, dá-se melhor o valor que tem cada coisa, sem supervalorizar o que é irrelevante ou subestimar um pequeno aprendizado. 

Desejo muita paz: um coração sossegado entrega-se com mais confiança. Desejo saúde e disposição. Desejo proteção espiritual. E desejo continuar sendo merecedora dessa boa sorte de falar e poder ser atentamente ouvida, de calar e ser respeitada, de amar e ser correspondida, de atrair pessoas de coração bom e muita sensibilidade, e de poder descobrir a cada dia que a verdadeira erudição está na simplicidade."

(Marla de Queiroz)

sábado, 21 de dezembro de 2013

Sobre Natal e Panetones...

"Do indefectível panetone ao super natalino torrone, toda cesta de natal deveria conter somente, e tão somente, produtos de primeira (íssima!) qualidade. Isso mesmo. Vejo o sacrifício a que se submetem os cidadãos brasileiros para carregar aquelas caixas quadradas, incômodas e pesadas, geralmente em horário de intenso movimento coletivo, em metrô e ônibus lotados, no dezembro escaldante do nosso país tropical. Fico imaginando esses mesmos cidadãos chegando em casa exaustos, suados, abrindo a monstra e deparando-se com farinha de rosca, farofa, azeitonas mais duras que seus próprios caroços, um panetonezinho de uma marca diabo qualquer e uma garrafa de Sidra Cereser. Pasmem! Senhores empresários, presenteiem seus funcionários com um bom Bauducco 1kg - Sim, 1kg, afinal, as famílias costumam ter em média 2 a 4 membros, e o que vai economizar excluindo os demais e totalmente desnecessários itens, dá para agradá-los com um Bauduccão! - Mas não cometam o ultraje do excesso, pois quase nunca quantidade é sinônimo de vantagem."


| Sandra Amélie |

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013


"Benditas sejam as moças de vestido sem brilhos, ombreiras e tantos babados, sem cintos de couro, barbante, metal, muito menos fivela; e jamais embaladas a vácuo, pois que a sensualidade, para além da atitude, está mais no detalhe do tecido que roça o corpo em movimento que no grude integral ao corpo estático.


Benditas sejam as moças de calça jeans e blusinha branca ou preta, sempre básicas por ruas e bares – como aliás pedem as ruas e os bares, nas calçadas da Pavuna ou do Leblon -, e quiçá de alcinha, como quem dá de ombros aos excessos da moda e leva o sorriso à frente da roupa.

Benditas sejam as moças que não saem para tomar um chopinho como quem vai para um casamento, e nem vão para um casamento como quem vai para um Halloween.

Benditas sejam as moças capazes de colocar um shortinho e um par de chinelos, e descer em 5 minutos se o homem diz que está passando na portaria, conscientes de que nada é mais elegante que uma mulher despojada e segura de si.

Benditas sejam as moças de sandalinha rasteira, sempre baixa, mas, em último – e somente último – caso, aptas a andar e sambar de salto, porque é o samba que dá a medida – mesmo que a ocasião não obrigue ao samba – da altura que uma mulher pode ter.

Benditas sejam as moças de bolsas funcionais e discretas – adeus, correntes douradas -, daquelas que jamais atrapalham o abraço, nem substituem a lanterna em caso de apagão, muito menos parecem, redondas, uma capa de pandeiro ou tamborim.

Benditas sejam as moças atléticas, que, ao se vestirem, buscam mais suavizar seus atributos – para fugir ao exibicionismo das periguetes turbinadas – do que ocultar seus defeitos – pendurando a saia nos seios, por exemplo, para encobrir a bunda faltante – e ainda dispensam a mão na cintura para tapar o pneuzinho no álbum de fotos.

Benditas sejam as moças leves, práticas e apresentáveis à família de seu pretendente, que não se deixam transformar em bonecas russas ou árvores de Natal, daquelas que, de tantas camadas (peças de roupa e cosméticos) e enfeites (colares, pulseiras, braceletes, brincos, pingentes e anéis), um homem precisaria de dois ou três Dias de Reis para desmontar.

Benditas sejam as moças que se sabem bonitas, pois nada é mais feio que uma moça bonita que tenta, à força de maquiagens, parafinas e demais pilantragens, ser aquilo que, sem elas, já é.

Benditas sejam as moças feias que se embelezam pela força de sua personalidade, de seu caráter e das suas realizações, bem como pela via dos exercícios físicos, ao invés de buscar a solução agravante de um artificialismo (cirúrgico) qualquer.

Benditas sejam as moças, bonitas ou feias, cujos pais – sobretudo o pai -, quando não também os demais homens de sua vida, disseram-lhe sempre ser a coisa mais linda do mundo, transmitindo a elas a confiança necessária para ignorar os apelos publicitários, que lhes prometem uma beleza inalcançável à base de todos os produtos que as enfeiam cada vez mais.

Benditas sejam as moças curiosas, inquietas e interessadas, que enxergam além das próprias mães e miguxas, sabendo que o senso estético vem do berço e do ambiente, mas, como tudo o mais, pode ser desenvolvido com a ampliação do imaginário e a elevação do espírito, através de um conhecimento que não é servido no Open Bar.

Benditas sejam as duas ou três moças que sobraram por aí, imunes ao império da cafonice não (só) pela sorte de terem tido bons exemplos, mas (também) porque, diante do acesso ilimitado aos bens de consumo, conservam o desejo quase extinto de ser muito mais do que aquilo que podem comprar.

Benditas sejam as moças que são."



(Felipe Moura Brasil)

"Então é Natal, o que você fez..."

“Muito cômodo fazer caridade no final do ano. Acho lindo mesmo. Mas, de verdade, não é de esmola que o mundo precisa. O mundo precisa é das pequenas coisas. E não estou falando de brinquedo de 1,99, de bola de futebol ou de bicicleta no Natal. O mundo precisa é de atitudes mais humanas. De honestidade, de sorriso, de bom-humor, de boa vontade, de amizade, de mães e pais de verdade. De educação. 

Quer ajudar o próximo? Que tal começar doando aquele monte de roupa cara que você usou uma vez só? Que tal fechar a torneira enquanto escova os dentes, reciclar seu lixo, economizar energia elétrica, usar menos o carro? Que tal adotar um cachorro de rua? O mundo está cansado de gente que dá esmola e trata mal o porteiro. Que faz caridade e não sorri pra uma criança pobre na rua. Que veste de Papai Noel e rouba dinheiro da empresa.

Ser uma boa pessoa não tem a ver com fazer caridade uma vez no ano. É uma postura não só de Natal, mas de uma vida toda. É um olhar diferente sobre o mundo e sobre o que eu posso fazer para melhorar o mundo ao meu redor. Criança gosta de ganhar brinquedo no Natal sim. Mas nos outros dias, ela precisa de carinho, atenção, comida, respeito, educação e saúde. Quer fazer o bem? Comece tratando bem quem está do seu lado.”

| Brena Braz |

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

"Deus fala com todo mundo, mas somente ouvem aqueles que querem escutar." 

 (Luzia Trindade)

domingo, 10 de novembro de 2013

A felicidade não é o que as pessoas têm, mas o que elas fazem com isso.



"Não desfrute somente o sol, aprecie também a lua. Não desfrute somente a calmaria, aproveite a tempestade. Tudo isso enriquece a existência. A vida não acontece somente dentro de uma casa, de uma cidade, de um país: ela tem de ser experimentada dentro do universo. A felicidade é um jeito de viver, é uma conduta, é uma maneira de estar agradecido ao sol, à lua, a quem lhe estende a mão e também a quem o abandona, pois certamente nesse abandono está a possibilidade de você descobrir a força que existe em seu interior. A felicidade não é o que as pessoas têm, mas o que elas fazem com isso."


(Roberto Shinyashiki- O sucesso é ser feliz)

terça-feira, 22 de outubro de 2013

"O bem-estar vem de onde? Óbvio: da convivência com amigos, de relações saudáveis, de não permitir que frustrações e ressentimentos virem a tônica da vida, de não reagir com exagero diante de insignificâncias, da valorização das miudezas grandiosas do cotidiano, de sentir-se disponível para o novo e o diferente a fim de enriquecer a própria existência, mantendo uma espiritualidade básica que envolva a generosidade, a compaixão, a tolerância (não é obrigatório ter religião pra isso). Mais: de aceitar as mudanças, de trocar de perspectiva quando se estiver obcecado com algo, de buscar a evolução da mente."

(Martha Medeiros)

segunda-feira, 2 de setembro de 2013


"Que a paz se instale, que a alegria floresça, que o amor perdure. 
Porque viver não é apenas existir. Porque existir não é apenas respirar."

(Sandra Amélie)
"Leio revistas de trás pra frente. Leio capa, contracapa, dedicatória de livros. Leio bula de remédio, informações no frasco do shampoo. Gosto de quadrinhos, de clássicos, crônicas, poesias, entrevistas. Sorrio com textos alegres, choro com os tristes, vibro com os inteligentes. 

Leio um pouco de tudo e de tudo um pouco.

Eu amo palavras."

(Sandra Amélie)

domingo, 1 de setembro de 2013


"Parecia que alguém tinha recém pintado o céu, de tão azul. Respirei fundo. O ar puro da cidade lavava meus pulmões por dentro. Setembro estava chegando enfim."

(Caio Fernando Abreu)